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Especial Setembro Amarelo 2023:

Acolher a diversidade para abraçar a vida, com Elisama Santos e Karen Scavacini

Especial Setembro Amarelo 2023:

Acolher a diversidade para abraçar a vida, com Elisama Santos e Karen Scavacini

O Wellz by Wellhub reuniu especialistas e lideranças de diversas empresas para discutir sobre a prevenção ao suicídio e a criação de ambientes de trabalho saudáveis. Para que as informações relevantes desse encontro perdurem e cheguem a cada vez mais pessoas, separamos alguns destaques neste artigo. Boa leitura!

Publicado em 20 de setembro de 2023

Se você prefere ver o vídeo do encontro, é só dar play.

O que você encontrará por aqui:

1. Nossas especialistas 2. O suicídio em números 3. A Comunicação Não Violenta 4. Então, como o RH pode ajudar? 5. Diversidade e Setembro Amarelo 6. Aspas da Elisama Santos

Nossas especialistas

ESPECIALISTA CONVIDADA

Imagem Elisama Santos

Elisama Santos

Escritora, psicanalista, palestrante, Tedx Speaker e autora dos best-sellers "Educação não violenta", "Por que gritamos" e "Conversas Corajosas"

ESPECIALISTA CONVIDADA

Imagem Karen Scavacini

Karen Scavacini

PhD em psicologia, palestrante, consultora e CEO do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio

MEDIADORA

Imagem Laís Melo

Laís Melo

Líder do grupo de afinidade Gympass Black Power, psicóloga e clinical UX writer no Wellz by Gympass

"O suicídio não está ligado só à depressão. Estamos falando de um assunto multifatorial. É um grande quebra-cabeça. Tudo é muito específico para cada pessoa. O que há em comum é a dor e o sofrimento."

"O suicídio não está ligado só à depressão. Estamos falando de um assunto multifatorial. É um grande quebra-cabeça. Tudo é muito específico para cada pessoa. O que há em comum é a dor e o sofrimento."

Karen Scavacini, psicóloga especialista em prevenção e posvenção do suicídio e CEO do Instituto Vita Alere

O suicídio em números

> 700 mil suicídios por ano no mundo

> 700 mil suicídios por ano no mundo

> 1 suicídio a cada

38 minutos no Brasil

> 1 suicídio a cada

38 minutos no Brasil

> De cada 100 pessoas,

17 pensam, 5 planejam, 1 tenta

> De cada 100 pessoas,

17 pensam, 5 planejam, 1 tenta

> Quando 1 pessoa morre por suicídio, até 135 podem ser impactadas

> Quando 1 pessoa morre por suicídio, até 135 podem ser impactadas

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Instituto Vita Alere

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Instituto Vita Alere

Esses números revelam pontos importantes:

1. O suicídio não acontece de uma hora para a outra

Por isso é tão importante estarmos atentos aos sinais, levar a sério e acolher o ser humano que está passando por um momento de sofrimento e dor, e não vê outra saída.

2. Precisamos falar de posvenção

É tão importante falar de prevenção quanto de posvenção - as ações, atividades, intervenções, suporte e assistência para aqueles impactados por um suicídio, ou seja, os sobreviventes.

A Comunicação Não Violenta

"Precisamos atualizar a forma de abordagem. Não use a expressão 'cometer suicídio'. 'Cometer' está ligado a crime e pode fazer as pessoas se sentirem pior. Diga 'morrer por suicídio'."

"Precisamos atualizar a forma de abordagem. Não use a expressão 'cometer suicídio'. 'Cometer' está ligado a crime e pode fazer as pessoas se sentirem pior. Diga 'morrer por suicídio'."

Karen Scavacini, psicóloga especialista em prevenção e posvenção do suicídio e CEO do Instituto Vita Alere

A Comunicação Não Violenta é uma prática que tem como objetivo gerar mais compreensão e colaboração nas relações pessoais, profissionais e até com nós mesmos. Ela foi sistematizada pelo psicólogo Marshall Rosenberg e pode ser aplicada em diversas situações, especialmente quando precisamos abordar assuntos considerados delicados. Elisama Santos reforçou, no entanto, que a Comunicação Não Violenta não é sobre passividade.


“Parafraseando uma citação do Marshall Rosenberg que eu gosto muito, se a CNV está sendo utilizada para silenciar pessoas, ela não está sendo usada como deveria. Violências de gênero, preconceito racial e discriminação não são histórias, opiniões. São fatos observáveis. Tolerar o que é intolerável traz cultura de sofrimento para a empresa. É preciso ter regras enquanto se educa as pessoas”, apontou a autora dos best sellers Educação não violenta (2019), Por que gritamos (2020) e Conversas corajosas (2021).


Na discussão sobre o que fazer quando uma pessoa sofre algum tipo de preconceito no ambiente de trabalho, Elisama indicou que a base de tudo é acolher a pessoa que sofreu a violência, conversando sobre o acontecimento e ouvindo com intenção.


Nessas situações, existem duas formas de aplicar a Comunicação Não Violenta:

1. O manejo direto diz respeito ao que deve ser feito naquele momento para cuidar de quem sofreu preconceito/violência. A vítima é a prioridade.

2. Já o manejo indireto é sobre o que é feito para educar o grupo a enxergar seu papel na saúde emocional do outro, criando medidas focadas em evitar novas agressões.

Realização

Neste Setembro Amarelo, a sua empresa está preparada para acolher a diversidade?

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APROFUNDAR O TEMA

Então, como o RH pode ajudar?

Para responder essa pergunta, Karen foi categórica: RH não é clinica, líder não é psicólogo, mas dá pra fazer muitas coisas. "No Brasil existe uma cultura de intervenção, e não de prevenção; as coisas são feitas para apagar o incêndio. Mas, nos últimos 10 anos, podemos notar nas empresas maior compreensão e reconhecimento da importância da saúde mental, além de protocolos e programas para lidar com o estresse e fatores de risco, criando ambientes de trabalho mais saudáveis", disse Karen.

Como prevenir o suicídio na minha empresa?

Pratique os 6 passos do Programa APOIAR:

Aprender

Perguntar

Ouvir

Incluir outros

Agir

Reconectar com a esperança


O Progama APOIAR é um curso desenvolvido pelo Instituto Vita Alere, que oferece ferramentas simples, porém fundamentais, para agir na prevenção ao suicídio. Para saber mais, visite: www.vitaalere.com.br

Como agir após um suicídio na minha empresa

Ações de posvenção precisam ser ágeis, porém planejadas e realizadas com cuidado e sensibilidade, considerando fatores como:

  • a cultura da empresa
  • o impacto na empresa
  • se o suicídio foi fora ou dentro da empresa
  • se teve mensagem de despedida
  • quem era a pessoa, se era uma liderança ou não
  • se era alguém muito alegre, extrovertido, que causa surpresa ter se matado


Alguns exemplos práticos de ações que podem ser feitas para mitigar efeitos de contágio: rodas de conversas com as pessoas ligadas a quem morreu por suicídio e mapeamento de calor para acompanhar pessoas mais vulneráveis.

"RH, não façam marketing de fachada. Se comprometam genuinamente com a dor e o sofrimento das pessoas. Setembro Amarelo é relevante pela discussão, mas é importante ter ações o ano inteiro. E não se esqueçam: preconceito mata porque faz com que as pessoas não peçam ajuda."

"RH, não façam marketing de fachada. Se comprometam genuinamente com a dor e o sofrimento das pessoas. Setembro Amarelo é relevante pela discussão, mas é importante ter ações o ano inteiro. E não se esqueçam: preconceito mata porque faz com que as pessoas não peçam ajuda."

Karen Scavacini, psicóloga especialista em prevenção e posvenção do suicídio e CEO do Instituto Vita Alere

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Realização

Neste Setembro Amarelo e em todos os meses do ano, leve saúde mental para sua empresa.

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Diversidade e Setembro Amarelo

Ao entrar no tema da diversidade, Elisama pontuou “a gente ainda entende a diversidade como essas caixinhas que estão separadas” e já emendou uma explicação sobre interseccionalidade, dizendo que gosta de falar sobre o tema porque as pessoas ainda falam pouco sobre ele. “Vocês lembram da aula de matemática, que o professor botava aqueles conjuntos e tinha essa partezinha que era a intersecção entre os conjuntos? Quando a gente fala de interseccionalidade, a gente fala das pessoas que estão na interseção, nessa partezinha em que compartilham os marcadores sociais.”


E para mostrar a importância de enxergar cada pessoa como a somatória de várias características sociais, Elisama se colocou como exemplo. “Eu sou uma mulher negra. Eu não sou somente mulher, nem somente negra. Se você me olha somente como mulher no planejamento das políticas da empresa, você está esquecendo de uma parte minha que é muito importante. Se me olha somente como negra, também.”


A conclusão sobre o tema interseccionalidade no contexto da diversidade nas empresas não deixa dúvidas de que ainda precisamos nos aprofundar muito sobre o assunto. Nas palavras da especialista, “quando a gente pensa em políticas que cuidam do indivíduo e de sua saúde mental em toda a sua complexidade, a gente precisa lembrar que ninguém é uma coisa só”.


Avançando na conversa, para falar sobre a diferença entre diversidade e inclusão e a importância dos dois conceitos andarem juntos, Elisama usou uma metáfora que recebeu muitos aplausos dos participantes e foi aprovada até pela Karen, que já adiantou que irá usá-la em suas próximas falas sobre o tema. “Não é só chamar pra festa. Essa pessoa tem roupa? Ela vai ser chamada pra dançar? Se não, ela vai ficar no cantinho excluída. Vai sair adoecida da minha festa.”


E por falar em chamar, Elisama também deixou claro que “para criar um ambiente de trabalho diverso, não basta chamar pessoas aleatórias: uma mulher, um negro, uma pessoa da comunidade LGBTQIAPN+. É preciso contratar quem estuda o tema para aprender a tomar decisões que não estamos preparados para tomar sozinhos.”

Aspas da Elisama Santos

Confira algumas outras falas relevantes de Elisama Santos no workshop online especial de Setembro Amarelo que merecem ser memorizadas e compartilhadas:

Converse, pergunte, ouça. Não falar é um ato.

O incômodo é a trilha sonora da mudança.

É preciso falar dos temas difíceis e, principalmente, ouvir para ir além do que se acredita ser suficiente para falar sobre o tema.

Não conseguimos entender tudo. Tudo bem perguntar e dizer “quero entender, me ajuda a entender?”. Não é para a pessoa te ensinar, você tem que ir atrás de informação. É para a pessoa te guiar em como oferecer apoio.

A dor do outro é única.

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